ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes
Três pessoas morreram soterradas na madrugada deste domingo (30) em Embu das Artes após um deslizamento de terra atingir a casa em que estavam – em uma ribanceira -, na rua Jatobá, no Jardim Pinheirinho (região da divisa com Itapecerica da Serra). As vítimas são uma mulher de 45 anos, a filha dela de 4 anos e o filho de 21 anos. Outras quatro pessoas que viviam no mesmo imóvel, de 14, 16, 19 e 20 anos, conseguiram escapar, com a ajuda de vizinhos.
O deslizamento atingiu duas residências, mas uma estava vazia. O Corpo de Bombeiros foi até o endereço com 13 carros para fazer o atendimento e a retirada dos corpos – a corporação chegou a recorrer a cães na busca das vítimas. A Defesa Civil interditou 16 casas no local, de risco. O governo do prefeito Ney Santos (Republicanos) classificou a tragédia, porém, como “uma fatalidade devido o excesso de chuva e o rompimento de uma fossa”.
“Expressamos toda a nossa solidariedade e pesar aos familiares das vítimas desta fatalidade e estamos desde o início da madrugada pessoalmente e com nossas equipes da prefeitura, Defesa Civil e GCM auxiliando e prestando toda a assistência aos moradores. O local do deslizamento é uma área particular, consolidada há 20 anos. A casa onde as vítimas residiam tinha cerca de 15 anos de construção”, diz a gestão em nota. Ney não se pronunciou pessoalmente.
No entanto, moradores apontam negligência do governo Ney no monitoramento de áreas de risco e retirada de moradores dos locais. É a terceira ocorrência trágica em menos de três anos. Há um ano e um mês, em 29 de dezembro de 2020, seis pessoas – quatro crianças – morreram em deslizamento no Jardim do Colégio. Em março de 2019, também no Pinheirinho, um bebê de 1 ano morreu soterrado em área de invasão não impedida pela gestão.
RELEMBRE
– Seis soterrados morrem no Jd. do Colégio; Ney foi alertado há 3 meses sobre risco
– Criança morreu soterrada por ‘negligência’ do governo Ney, diz Sociedade Ecológica





