ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes
O governo Ney Santos (Republicanos) não aplicou o mínimo de 70% dos recursos do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) aos profissionais de ensino de Embu das Artes em 2021 e deixou de destinar valor que daria para pagar R$ 500 a cada professor, disse nesta quinta-feira (6) o vereador Abidan Henrique (PDT). Em dezembro, em “manobra” com a maioria governista da Câmara, Ney não enviou projeto para dar o abono.
“Todo mundo acompanhou a movimentação no ano passado sobre a discussão a respeito do rateio ou abono do Fundeb. De todo o dinheiro que vem para Embu do Fundeb, 70% deveria ir para os profissionais da educação, e se não atingisse essa porcentagem, o que faltava deveria retornar em abono para os professores, como se fosse um 14º salário. Os professores se mobilizaram, reivindicando esse direito”, diz Abidan em vídeo na redes sociais.
Segundo o vereador, o governo se posicionou duas vezes com valores divergentes, sobre o recurso do Fundeb aplicado. “Fizemos as contas e ratificamos que, dificilmente, a prefeitura conseguiria bater os 70%, por isso a aprovação do abono era tão importante”, lembra. Abidan disse que neste ano voltou a analisar os números, a partir do portal da Transparência, e confirmou que a gestão não destinou o mínimo exigido aos educadores.
“Não tem mais para onde correr, está constatado, Embu não bateu [atingiu] os 70%. De acordo com o portal da Transparência, Embu só pagou 69,12% do recurso do Fundeb que veio para o município para os profissionais de educação. Faltou mais ou menos R$ 1 milhão e 300 mil. Isso daria para cada professor da rede de Embu R$ 500 de 14º salário. Esse valor faria a diferença no fim do ano para todos os professores da nossa rede”, afirma Abidan.
O vereador disse que ficou assustado com “dois fatos” ao analisar os valores. “Do ano passado para cá, aumentou em R$ 20 milhões o gasto [recurso] com profissionais da educação em Embu. É que o dinheiro do Fundeb aumentou, a lei previu isso, mas os municípios não contrataram mais professores”, explicou Abidan, para cobrar Ney. “Prefeito, para onde que foi todo esse dinheiro? A gente não teve abono, não teve mais contratações”, diz.
Abidan disse que outros municípios reverteram aos professores o recurso a mais. “Embu fez isso? Se fez, com qual critério? Quais profissionais receberam esses benefícios. O prefeito precisa vir a público e explicar para a classe dos professores para onde foram os R$ 20 milhões”, cobra. Ele falou que o outro fato, “bizarro”, foi que R$ 5 milhões que o governo disse ter pago à categoria em dezembro “simplesmente sumiram do portal da Transparência”.
Abidan, único de oposição na Câmara, reforçou a cobrança do pagamento do Fundeb destinado à valorização dos professores. “Não tem mais desculpa, o ano fechou, já foi pago aos profissionais e não chegou a 70%. Mais do que nunca, a gente precisa de uma explicação pública da prefeitura para onde foi o dinheiro do abono aos profissionais de educação”, declara. Ney curte folga com a noiva e familiares em Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC).
VEJA ABIDAN APONTAR QUE O GOVERNO NEY DEIXOU DE APLICAR 70% DO FUNDEB AOS PROFESSORES





