ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
Servidores públicos de Taboão da Serra realizam manifestação na Câmara Municipal nesta terça-feira (7) para cobrar a inclusão das reivindicações do funcionalismo no orçamento de 2022. A categoria exige reajuste salarial, vale-transporte, aumento do vale-refeição e devolução dos valores do abono de férias extinto. Os trabalhadores amargam perdas desde os últimos governos, mas cobram promessas eleitorais do prefeito Aprígio (Podemos).
Na semana passada, a comissão do funcionalismo se reuniu com secretários do governo municipal. Os servidores aceitaram o encaminhamento de criação de um grupo de trabalho junto ao jurídico da prefeitura “para construir uma política salarial para o funcionalismo”, nas palavras de um membro da representação da categoria. Como consequência, eles desistiram de realizar a segunda paralisação que haviam programado para sexta-feira (3).
A comissão negou recuo do movimento. “Na paralisação, sim. Na luta, não. Continuamos em estado de greve em negociação com o governo, e com o funcionalismo todo mobilizado. A greve pode acontecer a qualquer momento. A luta segue organizada”, disse uma integrante do grupo. “Agora, é na Câmara Municipal, o pessoal já está se mobilizando para [requerer] abonada ou mesmo assumir a falta”, reforçou a servidora, nesta segunda-feira (6).
A representante deixou claro o objetivo da ida à Câmara. “Pressionar para que seja aprovada a entrada de nossos direitos na LOA [lei orçamentária anual]”, disse. O grupo chegou a se reunir com vereadores da Comissão de Finanças. “Será entregue a peça orçamentária para a comissão [dos servidores], que irá se debruçar para entender como estamos [na LOA]. Mas entendemos que precisamos seguir organizados e acompanhando de perto”, disse.
No último dia 24, o funcionalismo demonstrou força em manifestação diante da prefeitura e acuou o governo. Cobrado a cumprir as promessas de campanha de valorização dos funcionários e chamado de “mentiroso”, Aprígio, do lado de dentro do portão, se irritou e deu as costas aos trabalhadores, impedidos de entrar. “O prefeito diz reconhecer a luta e a dívida [com a categoria], porém não apresentou proposta concreta”, criticou a comissão.





