Morador sofre ‘visível’ AVC, mas UPA de Embu diagnostica ‘mal estar’ e dá alta

Especial para o VERBO ONLINE

UPA Santo Eduardo, que diagnosticou homem de 58 anos com AVC como simples 'mal estar', denuncia filha, conforme site; Ney ficou calado | Divulgação/Verbo

ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

Um morador de Embu das Artes de 58 anos recebeu no último dia 17 alta da UPA Santo Eduardo após ouvir da médica que o atendeu que teve apenas um mal-estar, mas na realidade sofreu um AVC (acidente vascular cerebral). A família denuncia o mau atendimento e afirma que o diagnóstico errado e tardio agravou o derrame, em novo caso de negligência da unidade em menos de um mês após a morte do menino Luan, no dia 21 de agosto.

O caso foi noticiado pelo site “Primeiro Notícias”. De acordo com a filha, o homem, após ter uma discussão e ficar muito nervoso, sofreu uma paralisia no lado esquerdo do corpo, além de ser acometido de forte dore de cabeça. Ele foi levado à UPA de Embu, andando e falando. Na unidade, o médico o encaminhou para um eletrocardiograma e prescreveu um anti-hipertensivo (“Captopril”). Antes de tomar o remédio, porém, o paciente começou a vomitar.

“Foi aí que ele não conseguiu mais andar. Pegamos uma cadeira de rodas e o levamos à sala do médico novamente. Ele simplesmente ignorou a situação. Olhando para o celular, receitou um ‘Plasil’, inibidor de vômito”, conta a filha, em início da angústia, pela falta de assistência adequada. O medicamento não teria tido efeito. Levado para a emergência, o paciente permaneceu no setor por cerca de duas horas e depois retornou para a sala de medicação.

Com a troca de plantão, o paciente foi avaliado na UPA por outro profissional, uma médica. “Ela disse que ele estava normal, que seria só um mal estar. Ela queria dar alta. Não aceitamos por ver que ele não estava normal. Ela então pediu para ficar mais uma hora sob observação, e receitou 1/2 ‘Diazepam’ [calmante]. Não houve melhora. Quando foi umas duas horas [da madrugada], foi dada alta pela mesma doutora”, relata a filha, segundo o site.

O paciente foi mandado para casa pela UPA mesmo sem coordenação motora e com dificuldade para faltar. Como viu que o homem não estava bem, a família o levou ao Hospital das Clínicas em São Paulo. No HC, o morador de Embu teve diagnóstico de AVC isquêmico – no dia 30, ele continuava internado. “Com tudo isso, passou de 12 horas, diminuindo a chance de alguma intervenção médica contra alguma possível sequela”, reclama a filha.

“É um grande descaso. Todos os sintomas de um AVC, ele sofreu dentro da UPA. Que médico não sabe diagnosticar um AVC? Dois médicos atenderam ele. Nós que somos leigos desconfiamos, como os médicos não desconfiaram? É muito triste essa situação”, denuncia a filha, conforme o site. A UPA é gerenciada pela AMG – cujo dono é um veterinário -, mas cabe ao governo Ney Santos (Republicanos), contratante da empresa, fiscalizar o atendimento.

OUTRO LADO
O VERBO questionou o prefeito – “A UPA Santo Eduado deu alta a um morador de 58 anos após dizer que tinha tido apenas ‘mal estar’. Mas o paciente teve um AVC, com sintomas claros, denuncia a filha, que aponta descaso da unidade gerenciada pela empresa que o senhor contratou. Um mês depois da morte do menino Luan, mas este caso de negligência da UPA”. Ney ficou calado. A secretária Thais Miana (Saúde) também não respondeu.

QUESTONADO SOBRE A UPA DE EMBU TER DITO A PACIENTE COM AVC QUE TEVE ‘MAL ESTAR’, NEY CALA

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> Colaborou a Redação do VERBO ONLINE

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