ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes
O prefeito Ney Santos (Republicanos) e o vice-prefeito Hugo Prado (MDB) buscaram de novo se promover politicamente com ações instituicionais da prefeitura e chegaram ao cúmulo da irresponsabilidade. Enquanto Hugo mostrava em uma rede social nesta segunda-feira (14) guardas municipais de Embu das Artes “fora de combate”, em um curso para preparação de agentes da Romu (“patamo”), criminosos assaltavam moradores na cidade.
Na noite de ontem, Hugo expôs no Facebook que dezenas de GCMs estavam fora das ruas. “Já passam das 23h45 horas desta segunda-feira. Estou aqui ao lado do secretário municipal de Segurança, Gustavo, representando o prefeito Ney Santos na 5ª edição do Patamo de Embu das Artes, treinamento que é realizado todos os anos pela Romu da nossa cidade e que em 2021 conta com a participação das corporações de 13 estados brasileiros”, postou.
Após vídeos postados em outras redes sociais exporem GCMs no centro de formação durante o dia e marchando em cantoria em rua do Itatuba à noite, um casal foi assaltado, no Santo Eduardo. Imagens de câmera de segurança mostram o homem e a mulher ao chegar em casa de moto e dois criminosos logo atrás, também de moto. Armado, um revira os bolsos do rapaz e o assalta. O outro leva o capacete. A moça, que abre o portão, fica sem reação.
Uma pessoa procurou o VERBO para relatar o assalto, mas não uma das vítimas do crime nem vizinhos, mas um membro da própria administração municipal. “Gostaria de fazer uma denúncia”, disse, para em seguida mostrar as imagens da câmera de segurança. “Esse roubo foi ontem [nesta segunda], na rua Ouro Preto, no Santo Eduardo, a alguns metros da sede da GCM, enquanto não tinha nenhuma viatura na região por causa do curso”, disse.
De acordo com moradores, a Guarda Municipal só chegou ao local do assalto meia hora depois. “Isso porque a vítima é vizinho de um GCM que faz segurança para o Ney. Imagina se não fosse. O município está abandonado, tem roubos e arrastões todos os dias na região. Ontem, enquanto dezenas de GCMs estavam nesse curso, andando nas ruas sem máscara, os bandidos deitaram e rolaram”, afirmou o integrante da administração.
O próprio curso, realizado pelo governo Ney, representa um risco à saúde pública. Em situação semelhante de quando o prefeito convocou revista geral da corporação no “ovo” da sede, em março, mesmo após a morte de um agente e pelo menos três infectados, os GCMs estariam fazendo parte da formação confinados, sob risco de contraírem o coronavírus. “Tem uns 60 GCMs dentro de uma sala de aula pequena, sem máscara”, contou ainda.
O curso traria outro transtorno, com o govero Ney alheio às consequências do formato em vista do local. “Ontem foi um inferno para os moradores da região central de Embu. Soltaram bombas e fogos de artifício à noite toda no centro de formação e também em um campo de airsoft na Chácaras Aurora. Tenho crianças pequenas e cachorros. Já perdi um cachorro que infartou e morreu quando Ney foi eleito por causa dos fogos”, protestou um morador.
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> Colaborou a Redação do VERBO ONLINE





