ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
Em novo capítulo da tragédia da pandemia em Taboão da Serra, a UPA Akira Tada teve sete mortes de pacientes por covid-19 no fim de semana. Uma pessoa morreu no sábado (29) e seis só neste domingo (30) – a unidade estava cinco dias sem ter óbito, porém, algo raro desde 5 de março. A UPA registra agora 103 vítimas sem UTI em menos de três meses. A gestão Aprígio (Podemos) conta 60, por considerar apenas as que incluiu na fila por vaga.
Os prontos-socorros municipais de Taboão não dispõem de UTI. O leito de alta complexidade é ofertado pelo governo do Estado. Contudo, Aprígio teve oportunidade de cobrar vagas para Taboão, mas não o fez por “picuinha política” com o ex-prefeito Fernando Fernandes (PSDB), ao se recusar a partir de reunião em que estava o adversário político, em 10 de março. Desde então, ele “assiste” às mortes na UPA – não viabilizou leito de UTI.
As sete vítimas na UPA são uma mulher de 62 anos que morreu no sábado – aguardava transferência para UTI via central de regulação (Cross) desde quinta (27); uma mulher de 57 anos inserida na Cross desde sexta (28); um homem de 53 anos que chegou à UPA em estado grave; três homens de 84, 68, 48 anos e uma mulher de 63 que estavam na enfermaria – seis falecidos neste domingo. As novas mortes ainda deverão entrar no boletim da covid.
Taboão já tem 706 mortes pelo coronavírus registradas, conforme balanço divulgado na sexta-feira, quando teve a confirmação de mais três óbitos, homens: um de 31 anos, com tuberculose e HIV que estava no Hospital Regional de Osasco (óbito em 28/4); outro de 63 anos, sem comorbidades, que estava na UPA (óbito em 7/5); e de 61 anos, com doença cardiovascular crônica e doença hepática crônica, que também era assistido na UPA (óbito em 8/5).
De 705 vítimas (a 340ª não teve perfil relatado), Taboão conta a morte por covid-19 de 404 homens e 301 mulheres – 60 a 69 anos (210), 70 a 79 (169), 50 a 59 (108), 80 ou mais (98), 40 a 49 (74), 30 a 39 (31), 20 a 29 (sete), 0 a 9 (seis) e 10 a 19 (duas). Tem taxa de mortalidade de 240,42 mortes por 100 mil habitantes, a mais alta da região. Porém, a cidade pode ter registrado mais óbitos, já que a gestão não divulgou boletim pelo décimo fim de semana seguido.
Sem boletim da covid-19 de sábado, domingo e ainda desta segunda, Taboão já registra 96 mortes em maio, o segundo mais letal na pandemia na cidade – atrás apenas de abril (124 óbitos). Em 283 dias em 2020 (nove meses), Taboão registrou 356 óbitos, 1,3 por dia, na gestão Fernando. Sob Aprígio, em 150 dias (cinco meses), já conta 350, 2,3 óbitos diários. A UPA já contabiliza 103 mortes em menos de três meses. Em noves meses em 2020, teve 44.





