ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
A candidata a prefeita de Taboão da Serra, Najara Costa (PSOL), diz que, se eleita, a Guarda Civil Municipal terá o papel de preservar o patrimônio público e atuar na prevenção da criminalidade, a GCM adotará plano de ação conforme orientação da população organizada em conselho e que a a própria corporação escolherá o comandante, e não o Executivo, ao falar em “democratização” da gestão. A prefeiturável diz que a “Guarda Municipal não é Rota”.
Najara diz que terá interlocução com o Palácio dos Bandeirantes para Taboão ter mais policiamento. “A segurança é atribuição do Estado, como diz a Constituição. Enquanto município, temos que fazer a zeladoria, investindo na Guarda Civil para fazer a logística do patrimônio. A gente colocou no plano de governo essa parceria com o governo do Estado para que mande o efetivo da Polícia Militar compatível com a realidade do município”, diz.
Ela diz que equipará a GCM, mas fala que não concentrará poder sobre a corporação. “Vamos ter uma Guarda estruturada, com equipamentos de trabalho, inclusive investindo para que a própria população escolha o lugar onde a Guarda deve atuar, ou seja, a Guarda não pode ficar à mercê dos políticos locais, deve ficar à mercê da população. A população, a partir dos conselhos, pode designar onde é necessário o patrulhamento”, explica.
“E aí investir em melhores condições de trabalho, salário, inclusive trazendo um plano de carreira [para os guardas] em conversa com o comandante. E que o comandante seja escolhido pela própria Guarda, e não seja uma designação do Executivo. A gente defende essa democratização”, afirma a candidata. Ela defende também que “a população, a partir do conselho, dê o entendimento” sobre a definição da implantação das bases fixas da GCM.
“A gente não tem elementos para dizer [sobre as bases], não faz parte do governo – sou candidata pela primeira vez -, os dados não são transparentes. A gente fará um levantamento na perspectiva do técnico quando assumir. Queremos que a sociedade participe mais ativamente da estruturação, do planejamento”, diz. Mas, questionada se manterá as bases ou não, Najara diz que “devem continuar, mas com levantamento se onde estão faz sentido”.
Najara não tem proposta definida sobre o efetivo da GCM. “A Guarda está muito inconformada, também pelo salário. A gente tem que fazer conversa com a Guarda. Não foi feita porque os funcionários podem ser perseguidos se falassem com a gente. Ela fica muito à mercê do governo. A gente vai ouvir para estruturar em conjunto”, diz. Ela fala ainda que a GCM irá auxiliar a PM na prevenção. “A partir da tecnologia, investir bastante em tecnologia”, frisa.
“A Guarda não é Rota, deve fazer a zeladoria. Quando se fala em segurança, na construção do PSOL, a gente tem que trazer a questão da prevenção, que é a formação continuada da GCM, mas também atuar em outras esferas, trazer espaço público de lazer à população, investir no empreendedorismo local, na economia solidária. Há uma série de outras políticas que atuam na prevenção, mas acredito que a Guarda Civil deve focar nesse quesito”.





