ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes
A candidata a prefeita de Embu das Artes Rosângela Santos (PT) tem como propostas na área da segurança fazer a Guarda Civil Municipal deixar de ser “segurança do Ney” e passar a ser “comunitária” – mais próxima da população -, investir na vigilância por câmeras e também na iluminação pública e contratar mais guardas. Ela fala em implantar bases fixas da GCM em determinadas regiões, “pela falta de segurança muito grande em alguns bairros”.
Rosângela quer tornar a GCM “humana”. “A minha primeira proposta é ter uma Guarda comunitária, mais próxima da população, da forma que era antes [governos do PT]. Está muito distante. Com a gestão atual, a GCM virou praticamente uma segurança pessoal do [prefeito e candidato] Ney [Santos]. Essa reclamação vem dos próprios guardas”, diz. Ela salienta que a GCM fará “abordagem respeitosa e sem discriminar nenhum grupo social”.
A candidata pretende, se eleita, implantar a vigilância por câmeras, mas também não descuidar da zeladoria. “É fazer investimento no monitoramento e na iluminação pública, que é outra forma de trabalhar a segurança”, destaca. Ela afirma que vai “garantir” a segurança dos alunos, com ampliação da ronda escolar, e pôr bases fixas da GCM em certos locais. “Há falta de segurança muito grande em alguns bairros, há necessidade de colocar”, justifica.
Rosângela diz que a população reclama que uma das bases seja instalada no centro, “porque tiraram do centro, a outra no [Jardim] Vista Alegre, onde tinha antes e foi tirada”, aponta. A candidata pretende instalar ainda uma base “na região do Casa Branca e também do Jardim da Luz, que tem uma demanda grande”. Ela diz, porém, que os locais ainda passarão pelo crivo dos moradores, ao falar em retomar uma bandeira petista no município.
“Vamos discutir esses pontos [de instalação das bases] com a população. Vou trazer o ‘Orçamento Participativo’ de volta, vamos fazer plenárias, e a população vai apresentar o que é melhor para aquela região. Essas propostas foram apresentadas em alguns grupos [temáticos organizados pelo partido] e também vão ser discutidas nas plenárias do ‘Orçamento Participativo'”, afirma. O “OP” foi abandonado no segundo governo Chico Brito (ex-PT).
Rosângela afirma que também contratará mais GCMs na cidade. “Hoje, temos por volta de 215 guardas. Mas há a necessidade de pelo menos mais 50 para poder fazer funcionar a Guarda, para que fique em áreas onde tem maior índice de violência”, diz. A prefeiturável fala ainda em criar um “gabinete de segurança” para “aprimorar e fortalecer a parceria entre as polícias Militar e Civil e a Guarda” e “melhorar o controle das divisas com outros municípios”.





