ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
O candidato a prefeito de Taboão da Serra pelo MDB, Eduardo Nóbrega, promete na área de segurança estender o videomonitoramento “para a cidade toda”, integrar as câmeras da prefeitura “com as dos particulares”, reformular as bases da Guarda Civil Municipal com o reforço do patrulhamento por motos. Ele fala ainda em equiparar a estrutura e o salário da GCM de Taboão aos de município vizinho e aos poucos ampliar o efetivo da corporação.
“A Constituição estabelece que a segurança seria dever do [governo do] Estado, mas um prefeito que esteja preparado não pode sair com essa defesa, tem que participar, sim, desse processo. Tenho muitas pessoas comigo que entendem muito de segurança […]. Segurança é bem complexo, inicialmente temos que atacar as causas – saúde, educação, assistência social, recuperar os valores cristãos que a sociedade perdeu”, comenta o candidato.
“Mas tem que ter também policiamento. Vamos ter um sistema de tecnologia. O [prefeito] Fernando [Fernandes] levou sete anos e meio para começar, agora, o videomonitoramento, salvo engano com 40 câmeras. Vamos ampliar para a cidade toda. Vamos estender a [cobertura de] ‘muralha’, que ele prometeu e começou a fazer. Queremos atingir a cidade toda. […] Vamos integrar as câmeras da prefeitura com as dos particulares”, afirma o prefeiturável.
Nóbrega diz que irá integrar ainda o sistema da GCM ao da Polícia Militar. “Acredito que ainda não está”, pontua. Ele quer “reformular” as bases da GCM. “A base não pode funcionar como funciona no governo do Fernando, não tem estrutura para os homens e com apenas dois que não podem deixá-la. Vamos ter uma base adequada para os homens que estão jogados à própria sorte. Vamos complementar com o patrulhamento por motos”, garante.
“Quero investir na Romucam. Hoje os crimes que afetam Taboão são o roubo de aliança e o de celular, praticados por criminosos a pé ou de motos”, diz Nóbrega. Ele fala em uma força próxima aos moradores. “Só que quero uma Romucam comunitária. Quero que o comerciante tenha o ‘zap’ do guarda, que o guarda pare no ponto de ônibus quando o usuário for pegar a condução. Vai fazer um perímetro. Assim vamos combater [a criminalidade]”, explica.
Nóbrega diz, porém, que “o primeiro passo é reestruturar” a GCM. “O que o Fernando fez com a corporação é desumano, a corporação hoje apela para que a equipare à estrutura da Guarda de Embu [das Artes]. Eles querem ganhar, ter colete como a Guarda de Embu. Taboão faz rodízio de colete. Hoje, o salário inicial da GCM de Taboão é menor que o de Embu. Salvo engano, é de R$ 2.600. Vou equiparar com o salário inicial da Guarda de Embu”, fala.
Nóbrega diz ainda que irá ampliar o número de guardas municipais, mas evita indicar um patamar. “O Fernando ampliou o efetivo durante esse período, mas ainda é insuficiente – lembrando que o efetivo da Guarda tem limite constitucional, tem relação com o número de habitantes. Também não basta fazer concurso e contratar, tem todo o processo de qualificação. Mas vamos continuar o cronograma de ampliação do efetivo da Guarda”, afirma.





