RÔMULO FERREIRA
Reportagem do VERBO ONLINE, em Embu das Artes
A gestão do presidente da Câmara de Embu das Artes, Hugo Prado (MDB), candidato a vice do prefeito e postulante à reeleição Ney Santos (Republicanos), removeu o VERBO de um grupo do Legislativo no WhatsApp, sem qualquer justificativa, após este portal revelar que Hugo entregou a estrutura da Câmara para um candidato a vereador aliado – da predileção de Ney -, Lucio Costa, do mesmo partido, fazer fotos pessoais para a campanha eleitoral.
Lúcio, conhecido como Lucinho, foi fotografado no Departamento de Comunicação da Câmara, em outubro do ano passado, segundo apurou o VERBO. À época, este portal seguiu os passos do então pré-candidato por ser o escolhido de Ney para ser o candidato do grupo no Vista Alegre, em retaliação ao vereador Daniboy (então DEM), que criticou o governo. Lúcio também é desafeto do vereador Bobilel Castilho (PSC), a quem traiu quando assessor.
Quem fez o “book” de Lúcio para campanha foi o diretor de Comunicação da Câmara, Alexandre Oliveira, assessor do presidente. Ele fez o “serviço” completo. Além de fazer as fotos, com equipamentos da Câmara, Alexandre “tratou” as imagens, também no computador da Casa. Questionado, ele tentou despistar. “Que fotos?”, disse. A reportagem repetiu: “Do candidato a vereador Lúcio Costa, dentro da Câmara”. Ele: “Não fiz foto para candidato”.
Este repórter então disse: “Mas fez quando ele era pré-candidato?” Alexandre voltou a negar: “Não”. Este portal permitiu que o diretor de Comunicação puxasse pela memória: “Tem certeza? Pelo que apurei, você fez fotos para o candidato”. Alexandre debochou: “Apurou? kkkk”. A reportagem disse: “Qual é a graça? A questão é muito séria”. Ele calou. Questionado sobre Hugo ter autorizado o uso indevido, o diretor-geral Felipe dos Santos emudeceu.
Nesta quinta (5), Alexandre excluiu o VERBO do grupo “Avisos – Câmara de Embu”, criado para divulgar informes do Legislativo à imprensa. Ou seja, o grupo é institucional, mas o diretor removeu este portal a bel prazer como se fosse propriedade particular, em novo ato de usurpação da coisa pública. Alexandre tomou a atitude em reação de fúria e para este portal não saber de um fato. É que, devido à reportagem, ele foi demitido – embolsava R$ 8,2 mil.
Além de fazer uso particular da Câmara, como se fosse sua casa, no caso Lucio, Alexandre admitiu usar máquinas do Legislativo para publicar em um site de que é dono, durante processo administrativo contra o servidor Adilson Oliveira. “Em seu depoimento, o diretor Alexandre Oliveira da Silva, proprietário do ‘Linhas Populares’, confessou fazer publicações de matérias durante o período de expediente”, afirma o advogado Marco Aurélio do Carmo.





