Nóbrega promete R$ 1,2 milhão a mais para zerar fila de creche, CEU e ‘reclassificação salarial’ da rede

Especial para o VERBO ONLINE

Nóbrega (MDB) fala com eleitora no Pirajuçara; prefeiturável promete erguer 1º CEU de Taboão no 'elefante branco' da Arena Multiuso | Adilson Oliveira/Verbo

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

Candidato a prefeito de Taboão da Serra, Eduardo Nóbrega (MDB) promete na área da educação valorizar os profissionais das escolas municipais, com melhores salários e garantia de benefícios, construir um CEU (escola com equipamentos também de cultura, esporte e lazer) no local da Arena Multiuso, que chama de “elefante branco”, e “zerar” a fila de creche inicialmente com aumento de vagas por meio de convênios com entidades sociais.

Nóbrega diz partir de “princípio básico”, “valorizar” os servidores. “Tivemos vários diálogos com os profissionais, não só com os professores, também com as ADEs, ADIs, auxiliares de classe. Vamos fazer a reforma do estatuto do magistério, recuperar perdas que tiveram, como quinquênio e sexta-parte, fazer [jornada de] 30 horas para as auxiliares de classe. Fazer uma reclassificação salarial das ADEs, é um absurdo a ADE ganhar R$ 795 por mês”, diz.

Ele diz que, se eleito, construirá o primeiro Centro Educacional Unificado do município. “No campo da pedagogia, vamos criar o primeiro CEU de Taboão, com período integral, buscando a formação integral dos nossos alunos”, diz. O equipamento seria no Jardim Record. “Temos um ‘elefante branco’ na cidade, a Arena Multiuso, aquilo custou, de empréstimo, R$ 10 milhões, todo o povo de Taboão tem que pagar, e é muito subutilizado”, aponta.

Ele diz que a Arena hoje é utilizada apenas para o desfile de 7 de Setembro e a festa junina, ao criticar a gestão Fernando Fernandes (PSDB). “Agora no final do governo, o prefeito colocou atividades esportivas e culturais. Se o convênio com o governo do Estado, se o empréstimo permitir, iremos transformar aquele equipamento no primeiro CEU de Taboão. Se não permitir, buscaremos outro espaço, mas vamos no ano que vem implantar”, fala.

“Aí a meta é zerar com a fila de creche, crianças de 6 meses a 3 anos não têm vaga, quando ligam [para a família] colocam em meio período. A mãe não trabalha em meio período, trabalha em período integral, ela tem que contratar transportadora escolar e no resto do dia pagar a uma vizinha para cuidar [do filho]. Essa realidade triste vai ser mudada. No ano que vem, todas as crianças de 6 meses a 3 anos vão estudar em período integral”, diz.

Nóbrega fala em começar a atingir a meta com a ampliação do atendimento por meio das entidades conveniadas, com o Programa de Assistência à Criança. “Já fizemos todo levantamento, já conversei com alguns representantes de PAC – inclusive o padrinho do PAC Solar dos Unidos, um dos melhores PACs de Taboão, é o meu vice-prefeito, o Moreira. Vou aplicar mais de R$ 1,2 milhão, a mais do que já tem hoje, para que possamos zerar a fila”, afirma.

“Todos os 22 PACs terão aumento de demanda para eu zerar. Está muito fácil, o Fernando não fez porque não quis. Uma criança no PAC custa, em média, R$ 400 por mês. Três mil: R$ 1,2 milhão. Só a [contratada] Planeta Educação leva quase R$ 3 milhões por mês para prestar serviço precário. O meu grupo político, gigantesco, já decidiu, entre pagar R$ 3 milhões à Planeta Educação e colocar 3 mil crianças para estudar, as crianças vão estudar”, afirma.

Nóbrega diz que erguerá creches no “decorrer do governo”. “Se fosse esperar construir, não resolveria o problema no ano que vem, sabendo inclusive que estaremos em recessão pós-pandemia, vai aumentar o desemprego, os pais vão tirar as crianças da escola particular e pôr na pública. Depois vamos levantar as demandas de cada região e construir. Um dia o PAC vai ser cada vez menos utilizado, mas a curto e médio prazos é a solução”, ressalta.

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