Em feminicídio, vigilante mata ex-mulher a tiros no Jardim Santa Rosa em Embu

Especial para o VERBO ONLINE

Casa onde Liliane, de 28 anos, foi morta a tiros pelo ex-marido, o vigilante Natalino Santos, 24; cartaz de pesar no portão pela morte da jovem | Alceu Lima/Verbo

ALCEU LIMA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

Em um crime bárbaro, caso de feminicídio, um vigilante armado matou a ex-mulher de 28 anos com seis tiros após invadir a casa da jovem, na rua Vicente Leporace, no Jardim Santa Rosa (região do Casa Branca), em Embu das Artes, no limite com Taboão da Serra, nesta terça-feira (29). Natalino Silva Santos Junior, 24, tentou fugir de moto, mas foi cercado por policiais militares e preso em flagrante. Liliane Santos Mota de Souza morreu no local.

Natalino usou um revólver calibre 38 da empresa em que trabalha para praticar o crime, por volta das 8h40. O vigilante subiu por uma laje lateral e entrou na casa de Liliane. Com a porta do quarto danificada, ele conseguiu entrar no cômodo, onde estava a ex-mulher, e disse querer conversar. Com medo, ela resolveu correr. Ele atirou em Liliane pelas costas e depois com a jovem caída se aproximou e fez os outros disparos contra a vítima.

Depois, Natalino pegou, no quarto, o filho de 1 ano e 9 meses, que começou a chorar, entregou a criança para um vizinho e disse para chamar a ambulância e a polícia, que tinha feito besteira. Ele teria disparado para o alto para se certificar de que a arma estava carregada, e saiu com a moto, mas foi abordado pela PM. Ele tentou ainda fugir, mas os PMs deram voz de prisão em flagrante após outra equipe policial constatar que Liliane estava morta.

Detido, Natalino disse que, separado de Liliane, estava fora de si, sob alegação de que a jovem “inventou” um boletim de ocorrência sobre coisas que não fez. O segurança premeditou o crime. Segundo a polícia, ele não dormiu e esperou dar 5 e meia da manhã para ir até a empresa. De folga no dia no posto onde fica – Casas Bahia no Campo Limpo -, alegou que ia trabalhar em outro ponto, para ter acesso a arma fora do horário de serviço.

Com o subterfúgio, Natalino teve permissão para acessar o cofre onde ficam as armas e pegou o revólver e 12 munições, e saiu para executar o plano criminoso. Após o assassinato, ele foi abordado pelos policiais que tinham sido acionados via 190 após relato de ocorrência de tiros no bairro e confessou ter atirado na ex-mulher, após ser flagrado com a arma durante revista. A ocorrência foi registrada pela Delegacia de Defesa da Mulher de Embu.

Liliane tinha medida protetiva contra Natalino, que a ameaçara antes. A delegada Floralice Nunes registrou que o vigilante desrespeitou por completo determinação da Justiça, foi ao encontro da ex-mulher com a intenção de a matar e conseguiu o objetivo. Ela pediu a prisão preventiva de Natalino, por homicídio qualificado, sem dar chance de defesa à vítima, e pela condição de mulher (feminicídio). O portão da casa recebeu o cartaz “Luto Liliane”.

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