Novo protesto cobra atitude de vereadores contra fechamento do PS Vazame

Especial para o VERBO ONLINE

ANA PAULA TIMÓTEO
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

Na segunda manifestação em 15 dias contra a desativação do Pronto-Socorro Vazame, em Embu das Artes, cerca de 300 moradores da região fecharam as ruas em frente ao antigo PS e exigiram a volta do funcionamento da unidade de urgência e emergência na tarde de sábado (23). A população também protestou contra o atendimento ruim da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Santo Eduardo, que foi inaugurado em 12 de dezembro e substituiu o PS Vazame.

Manifestantes em frente ao PS desativado reivindicavam a volta do atendimento de emergência no Vazame

Os manifestantes rejeitaram a medida do prefeito Chico Brito (PT), que após abrir a UPA decidiu sem qualquer consulta à população acabar com o pronto-socorro no Vazame e tornou a unidade um hospital leito, que recebe apenas casos de internação. A prefeitura diz que com o novo serviço “os pacientes terão um local exclusivo, longe da complexidade e da correria da urgência e emergência”. Moradores falam que Embu devia ter os dois equipamentos, e não fechar o PS.

Sob olhares atentos de policiais militares e guardas municipais, a população se manifestou de forma pacífica e cobrou um posicionamento dos membros da Câmara Municipal – assim como no ato no último dia 9, nenhum vereador esteve presente, nem integrantes da prefeitura. “Eles vêm aqui pedir voto, não é? Então por que eles não mostram a cara agora? O prefeito é um covarde, não deveria ter feito isso com a população”, disse Maria Cícera, moradora do Vazame.

A cobrança de reativação do PS Vazame é exasperada pela baixa qualidade do atendimento da UPA. A moradora Zilda Alves, do Jardim São Vicente, disse faltar médicos e medicamentos básicos na unidade. “Minha mãe faz tratamento para câncer, ela passou mal e levamos para lá. Nem remédio para pressão eles tinham, mandaram eu buscar em casa. No tempo que eu fiquei lá não passou um médico, só enfermeiras atenderam a gente”, disse, contrariada com a situação.

Vizinha ao antigo PS, Aline Barbosa falou que a desativação refletiu até no HC de São Paulo. “O prefeito fechou o pronto-socorro para diminuir custos e abriu a UPA, que é sempre lotada, sem atendimento de qualidade, e não recebe a grande demanda, temos que procurar o Hospital das Clínicas. E lá me falaram que o fechamento ‘tá’ sobrecarregando o HC. Levei uma bronca da pediatra do meu filho, ela disse que eu deveria procurar o atendimento municipal”, disse.

Homem passa mal e é socorrido durante protesto; prefeito vai discutir com moradores sobre PS na quarta

Apesar da declaração do prefeito de que a desativação do PS Vazame não será revogada, Geraldo Lima, um dos organizadores do protesto, anunciou aos participantes do ato que, devido à repercussão das manifestações e pressão da população, Chico vai atender uma comissão de moradores em reunião na prefeitura na próxima quarta-feira, dia 27, às 14h. Indignada, a moradora Rosana Aparecida disse que agora a comunidade “está esperta e de olho no prefeito”.

Os moradores afirmam que enquanto o PS não for reativado as manifestações vão continuar. Um novo ato já está sendo organizado para o próximo sábado, dia 30. Durante o protesto, um homem passou mal, foi socorrido pelos manifestantes com o apoio de um PM e encaminhado ao hospital leito. De microfone no ato, o ex-prefeito Nivaldo Orlandi denunciou, via rede social, que a Guarda Municipal apreendeu “equipamentos de som e veículo do PDT”.

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