ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
Moradores desabrigados no soterramento de casas após queda de muro no fim da noite de segunda-feira de Finados (2), no Jardim das Oliveiras (região do Parque Marabá), em Taboão da Serra, terão reunião na tarde desta quarta-feira (4) com o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) para saber que assistência irão receber e que providências serão tomadas para que possam voltar para as residências. O desabamento atingiu sete imóveis, mas não deixou vítimas.

Por volta das 23h30, um muro de arrimo alto no fundo da casa da rua Jiro Maruyama caiu e provocou deslizamento sobre imóveis da rua de baixo, a Olímpia Thomaz de Aquino. Pedaços de tijolo e terra que desceram invadiram a casa da auxiliar de limpeza Francisca Miranda, que escapou por pouco. Deitada, ela ouviu um barulho e chamou o filho, que após checar falou para a mãe só pegar algum documento e sair às pressas. Quinze minutos depois, o muro desabou.
“O meu muro de arrimo tinha 7 metros de altura ou mais, já era atingo, mais de 20 anos. Com tanta chuva que tem acontecido, ele cedeu e desbarrancou em cima da casa da vizinha do fundo, que dá para a rua de baixo. A casa dela foi toda soterrada, mas ela tinha saído antes porque percebeu que ia cair. Só que não avisaram, a gente só acordou com o barulho, e aí que saiu todo mundo correndo aqui para a frente”, conta a dona de casa Maria Aparecida Tobias, 62.
Na parte de baixo do sobrado, o quarto do filho de Maria Aparecida estava próximo ao muro e só não despencou por conta de uma viga. No imóvel, três casas foram afetadas no total. Além da casa de Francisca, também a do filho, que morava no térreo, foi tomada pela terra que desceu. A auxiliar de limpeza tinha dois cachorros basset, que teriam sido soterrados. Acionado, o Corpo de Bombeiros não fez buscas no local pelo perigo, por estar ainda desbarrancando.
No imóvel ao lado, duas casas também foram atingidas pelo deslizamento e interditadas. “Só ouvimos o barulho e o pessoal do outro lado [vizinhos defronte] gritando que ia cair tudo”, diz o proprietário Jorge do Nascimento, 56, que ouviu não ter direito a concessão de auxílio e não foi avisado da reunião na prefeitura, nem os inquilinos. “O imposto do Taboão é um dos mais caros do Brasil, só que na hora que você precisa não tem nada”, critica uma moradora.
Maria Aparecida lamenta o ocorrido. “Graças a Deus, não houve vítimas, mas a situação é crítica, a casa daqui [quintal] até o fundo está interditada, a gente não pode ficar, está procurando casa de amigo para dormir até arrumar lugar para morar”, diz ela, crente de reunião positiva na prefeitura. “Vou lutar para que até o Natal minha família volte para casa. Mas eu conheço o prefeito, é uma pessoa íntegra, tenho certeza que não vai nos desamparar neste momento”, diz.






