Da Redação do VERBO ONLINE
O metalúrgico Fernando Neris Ferraz, de 23 anos, foi morto após ser baleado durante ação da Guarda Civil Municipal de Taboão da Serra ao tentar ocupar um terreno da prefeitura no Jardim Record, na periferia da cidade, na madrugada deste domingo, dia 3. Uma GCM, J.S, 31, é suspeita de ter matado o sem-teto e chegou a ser detida, mas foi liberada na manhã desta segunda-feira. Ela e mais dois guardas disseram à polícia que atiraram, mas que foi para o alto.

Cerca de cem pessoas tentavam erguer barracos no terreno, pela 1h30, quando 12 guardas da Romu (ronda ostentiva da GCM) chegaram. A prefeitura diz que os guardas tentavam negociar a saída dos sem-teto, mas que foram atacados. Testemunhas negam confronto, falam que a Guarda reprimiu a ocupação e que uma GCM disparou. “Todo mundo saiu correndo e uma guarda, a única mulher do grupo, atirou em nossa direção”, disse uma testemunha ao “Agora SP”.
No conflito, o pintor Diego Arcanjo Gabriel, que disse ser morador, foi ferido no peito, de raspão, com tiro que acredita ser o que matou Ferraz. A prefeitura, apesar de falar que a Guarda agiu em legítima defesa, diz que apura a origem do disparo. A maioria dos guardas teria usado balas de festim, mas a GCM porta arma com munição letal – a mulher da vítima recolheu quatro cápsulas no local. A morte de Ferraz foi registrada como homicídio simples e lesão corporal.





