KAREN SANTIAGO
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
Cerca de 40 minutos de chuva forte foram o bastante para alagar Taboão da Serra e deixar rastro de destruição em ruas no entorno do largo da cidade e próximo à praça central, na tarde desta quinta-feira, dia 19. Residências e estabelecimentos também foram atingidos pela enxurrada e tiveram muitos prejuízos em mais uma enchente enfrentada por moradores e comerciantes, uma das piores registradas no município. Uma pessoa está desaparecida.
As ruas Doutor Getúlio Vargas, João Santucci, José Soares Azevedo, do Carmo e a área da entrada da cidade ficaram completamente alagadas. A força da correnteza chegou a arrastar automóveis, mais de dez veículos foram encobertos pela água e acabaram empilhados. A rua Jovina de Carvalho Dau e a praça José Severino Marques Fil também ficaram inundadas e carros estacionados, submersos. A prefeitura, após a tempestade, decretou estado de emergência.


Helicóptero Águia da Polícia Militar socorreu pessoas que ficaram literalmente ilhadas também no centro. Vídeos publicados na rede social Facebook mostram um veículo sendo arrastado pela forte enxurrada, já dentro do córrego Poá. Há relatos de que um homem morreu ao tentar sair do carro, após desmaiar enquanto o alagamento se formava, na rua José Soares de Azevedo. Bombeiros trabalhavam para resgatar uma outra pessoa levada pela enchente.
A rodovia Régis Bittencourt registrou também ao menos dois pontos de alagamento na altura do Assaí e da Delegacia Seccional de Taboão, entre os km 272,5 e 274, próximo ao shopping da cidade. O trânsito ficou travado e a água custou a baixar. Os moradores da cidade mostravam-se muito assustados com as fotos divulgadas em rede social e cobravam as autoridades por obras para conter tamanho estrago, e a mesma situação de sempre: enchentes de verão.
Afirmavam que falta investimento e ainda lamentavam por Taboão ser alvo constante de notícias ruins nos programas de TV. “É sempre uma tristeza ao ver essa situação se repetindo a cada chuva”, lamentou Rê Rodryguêz. Iara Domingues ironizou que “já temos nossa própria represa, aqui o nível de água (e pontos de alagamentos) sobem a cada dia”, sobre a crise hídrica. “Nunca tinha visto de tão perto, é simplesmente assustador”, comentou a internauta Flávia Montini.


EMBU DAS ARTES
Moradores de Embu das Artes também se depararam com alagamentos durante a tarde. A rotatória sob a Régis Bittencourt, ao lado do Detran na cidade, no km 279, ficou bloqueada no sentido da Câmara Municipal e avenida Elias Yazbek com o transbordamento do rio Embu-Mirim que obrigou os motoristas a retornar pela avenida Izaltino Victor de Moraes para acessar trecho já transitável. No fim do expediente de trabalho, grande congestionamento se formou.
A avenida Detroit, no Jardim Júlia, voltou a virar um rio. “E cada dia mais difícil… Não pode chover que tudo transborda”, disse a moradora Camila Barros, com filha de 2 anos, que há um ano, exatamente em 25 de março, enfrentou o mesmo cenário de medo. “Qualquer chuvinha fraca, a rua já alaga, e na minha casa que nunca entrou água, depois de 26 anos está entrando”, disse ela à época ao VERBO. Uma casa teria desabado no Jardim do Colégio, mas sem feridos.

> Colaborou o repórter Adilson Oliveira, em Embu das Artes





