Geraldo ataca decisão do PT de se abster e ‘assistir’ Ney comandar Câmara

Especial para o VERBO ONLINE

RÔMULO FERREIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

O deputado estadual reeleito Geraldo Cruz (PT) atacou a decisão do diretório do partido em Embu das Artes de se abster diante da iminente eleição do vereador Ney Santos (PSC) como presidente da Câmara Municipal, em votação que acontece na manhã deste sábado, às 10h. Ele disse que o posicionamento é de concordância com a escolha para chefe do Legislativo de um adversário que foi eleito em coligação com o PSDB, rival dos petistas, e só faz “denegrir” o PT.

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Conforme revelou o VERBO, o diretório municipal, controlado pelo grupo do prefeito Chico Brito, determinou em tensa reunião interna na sexta-feira dia 12 que os vereadores do partido terão de se abster na votação para presidente da Câmara e deixar o caminho livre para Ney ser eleito para comandar o parlamento nos próximos dois anos, à frente da mesa-diretora – vice-presidente, primeiro e segundo secretários também serão eleitos em sessão neste dia 20.

Para Geraldo, a orientação tomada pelo PT de Embu é “descabida”. “Numa votação sobre a decisão do partido, não cabe abstenção, não existe essa figura em uma questão dessa, de posicionamento político. Não é um projeto de lei em que você queira se abster do voto por ter dúvida ou uma tese em que concorda só em parte”, disse o deputado à reportagem. “É sim ou não! É um proposta, vai aceitar ou não?”, enfatizou Geraldo, que não participou da reunião.

Geraldo disse que a deliberação não significa nem omissão, já que vereadores de outros partidos, da base de apoio de Chico, afirmam votar em Ney. “Não é omissão, é concordância, até porque se [Ney] ganhar por conta dessa posição é que a pessoa [vereador petista] foi favorável”, avaliou. Ele sugeriu que a aliança governo-Ney é suspeita. “Infelizmente, ainda está sem explicação esse posicionamento. Sobre a eleição da mesa, está muita coisa sem explicação”, disse.

O partido fechou questão pela abstenção, mas a decisão prevaleceu após o grupo de Geraldo ameaçar denunciar ao PT estadual petistas que votassem em Ney. Antes, dois tinham manifestado escolher o vereador do PSC, Edvânio Mendes e Gilson Oliveira. Contudo, Gilson disse que não volta atrás. Presidente do PT, João Leite disse que vai se abster. Doda Pinheiro, que pleiteava a reeleição para presidente, mas foi rifado pelo governo, também deverá optar pela abstenção.

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