ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
Inúmeros fãs na região se somaram aos milhões de telespectadores de “Chaves” e “Chapolim” no país e lamentaram a morte nesta sexta-feira, dia 28, do criador e protagonista dos seriados, o ator comediante mexicano Roberto Gómez Bolaños, aos 85 anos, em Cancún, no México, onde vivia – a causa não foi confirmada. O também escritor, produtor de cinema, televisão e teatro tinha a saúde “frágil” e ficava quase o tempo inteiro na cama, acompanhado 24 horas por dia.
Os fãs nas redes sociais foram tomados por um misto de tristeza pela perda de um artista que encarnou personagens que fazem rir várias faixas etárias e de gratidão a um intérprete que apresentou humor singelo e puro, sem malícia, que marcou a infância de gerações. “Chaves” e “Chapolim”, 13 anos após surgirem na TV mexicana, foram exibidos pela primeira vez pelo SBT, em 1984 (24/8). “Chaves”, maior sucesso de Bolaños, faz tanto sucesso que até hoje vai ao ar.

“Na minha infância, era ao meio dia e meia, quando chegava da escola, e às 17h30, antes das séries de desenhos… não falava palavrão, não tinha nenhuma conotação sexual ou de comportamentos de pré-adolescentes enjoados… era infantil, com uma inteligência de adulto”, disse Diegho Barbosa no Facebook. “Chaves e todos os outros personagens de Roberto Bolaños (o meu preferido é o ‘Chapolin’), marcaram a infância dos ‘trintões’ que somos, quiçá ‘quarentões’.”
“Fez parte da minha infância inteira, me encantava até hj. Sem maldade, sem apelação, sem pornografia. Foi assim que ele conquistou gerações. Fazendo rir da criança ao velhinho. Sem dúvidas vai deixar muitas sdds [saudades], […] deixou não só uma eterna apaixonada (eu), mas mais gerações”, disse Nataly Miranda. “Obrigado, Chaves, por compor a minha infância, me permitindo ser uma criança inocente e longe de coisas vans!”, manifestou Vinicius Martins de Oliveira.
“…meu avô já assistia, meus pais eu e agora o Giovanni [filho], já é a 4ª geração assistindo ‘Chaves’. o melhor seriado que já vi”, disse Beto Bueno. “Poxa cresci assistindo este seriado e ate hj assisto e dou risada como da primeira vez. Vai em paz ‘Chaves do 8’ [nome original] e muito obrigado pelas alegrias que nos deu….”, disse Joaquim Antonio de Moraes Neto. “Amo chaves. Como poder rir com a mesma piada anos e anos? Inexplicável”, expressou Leandro Freitas.
Bolaños idealizou “Chaves” ambientado em uma vila pobre, espécie de cortiço, com moradores muito humildes – o personagem-título é orfão. “Um artista que formou gerações e mostrou a face da pobreza na América Latina através do humor, um gênio”, definiu Daniel Gomes. “Ensinou q n é preciso dinheiro pra ser feliz, precisamos é ter a inocência de uma criança. […] Ele não morreu pois estará vivo pra sempre em nossos corações”, expressou Sandra Bongiovi.
Amado, “Chaves” sempre “surge” em festa à fantasia. Há um mês, o cabeleireiro Gilmar Grigório foi como o personagem no evento de jovens católicos no Pirajuçara, em Taboão da Serra. “Não era premonição! Era a única opção que eu tinha”, disse ao VERBO o morador do Parque São Joaquim de 33 anos. Não que não goste do seriado, pelo contrário. “O melhor da minha infância! E do meu filho também [de 10 anos]. Não tem quem não goste, fala a verdade!”, disse.

“Nossa… quantos pensamentos…..minha infância….. Minha adolescência…. E até hj, parece q perdi alguém da minha família….Chaves….amor eterno!!!”, expressou Marleide Moura. “Minha infância foi muitooooo melhor com ele”, disse Dany Tonolli. “Muito triste saber que vc se foi… passei a minha infância, adolescência assistindo ‘Chaves’ e hj saber que ele acabou de falecer só tristeza…vai com Deus vc sempre será o meu ídolo”, lamentou Deborah Melchiades.
A perda de Bolaños tocou até cinquentões. “O mundo da alegria hoje está mais triste! Descanse em paz, Chaves, a criança que existe dentro de cada um de nós jamais o esquecerá… dê um abraço em Charlie Chaplin”, disse o ex-vereador Paulo Félix, 57. “‘Foi sem querer… querendo’!!! Vai em paz, ‘Chaves’, não vamos chorar, pois quando nos lembramos de você já estampamos um sorriso no rosto”, disse Ana Carolina Bertoli, com uma das frases hilárias dele.
30 anos na televisão brasileira.
Chaves faz parte de minha infância e daquela diversão inocente, que hoje, infelizmente, pouco se vê. Nem em desenhos animados.
Frases históricas e eternas.
Machado de Assis possui obras acabadas e inacabadas. Chespirito, o “pequeno Shakespeare”, só possui inacabadas, pois elas durarão eternamente, romperão as barreiras do tempo.
Suas lições do moral, oferecidas com a mais pura e doce simplicidade, servirão para todas as gerações deste planeta.
Obra eterna, eternize seu autor.
Adeus, amigo…