Geraldo afirma que teve residência invadida por motivação política

Especial para o VERBO ONLINE

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

O deputado estadual e candidato a segundo mandato Geraldo Cruz (PT) afirmou que a ação de criminosos de invadir e revirar a sua casa no Jardim Independência, divisa de Embu das Artes com São Paulo, no último dia 13, teve motivação política. Ele disse que a campanha na rua está “tranquila” e não teve desavença com nenhum adversário na disputa, mas que os três homens que entraram na residência pretendiam levar algo específico já que nada de grande valor foi roubado.

Policial inspeciona em perícia quarto revirado da casa de Geraldo Cruz, que está no corredor
Policial inspeciona em perícia quarto revirado da casa de Geraldo Cruz, que anda pelo corredor, após invasão

Conforme revelou o VERBO, um dos criminosos falava ao celular com um mandante e dizia “Doutor, não ‘achamo’ não”. A empregada doméstica que trabalha no local foi trancada no banheiro, mas escutou a conversa. “Ela ouviu que ligavam para uma pessoa que chamavam de ‘Doutor’ e diziam que não estavam encontrando nada lá. É algum problema político, mas não sei de onde vem, não tenho nenhuma divergência política que pudesse levar a isso”, disse Geraldo à reportagem.

Segundo ele, “não levaram nada”, a não ser um uísque e par de chuteiras. “Tinha ganhado um litro de presente, era dos importados, depois me falaram que era caro. Estava na estante, levaram. Também uma chuteira da Adidas dessas raras, deve custar uns R$ 500, nem tinha uso, estava na caixa, lá no quarto”, contou. A assessoria divulgara que tinham roubado tênis, relógio e celular, “que não funcionam e nem sei se levaram”, disse Geraldo. “Mas não eram coisas de roubar”, frisou.

Ele falou não ter dúvida de que foi uma ação deliberada. “Acho não, tenho certeza de que é problema político, não foi assalto, da maneira que fizeram, a conversa ao telefone com o ‘chefe’”, afirmou. Disse, porém, não imaginar o que queriam. “Não faço a menor ideia, não tenho nenhum documento sigiloso, nada a esconder”, garantiu. Ele contou que os homens entraram sem quebrar o portão trancado com trava. “Espero que a polícia esclareça para a gente ficar mais tranquilo.”

Um criminoso perguntou à empregada quando ocorriam reuniões do deputado. Geraldo disse, porém, não ver relação com a disputa eleitoral. “Na rua está tranquilo, até por ser uma campanha de diálogo com a população. Acontece alguém arrancar um banner, mas até agora nada anormal, não tem nenhum material meu destruído. Que as pessoas que estão tentando combater divergências políticas pela violência se decepcionem. Não é dessa forma, mas pelo debate”, disse.

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