ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE
Os últimos animais cogitados para deixar o Parque das Hortênsias, em Taboão da Serra, serão transferidos na terça-feira, dia 8, para a Associação Mata Ciliar, em Jundiaí (a 50km de São Paulo), para onde foi levada a leoa Helga, a primeira da lista, no mês passado. Desde a saída da felina do zoo municipal, era esperada a definição sobre a retirada de quatro macacos-prego e 14 gaviões e corujas que estão debilitados ou em recintos precários, em acordo entre prefeitura e ativistas.

A transferência dependia da atualização de guia de transporte dos animais, mas a Secretaria Estadual de Meio Ambiente emitiu o documento para a Mata Ciliar nesta quinta-feira, dia 3. “Já recebemos, e está marcado para pegar todos os animais na terça-feira”, disse a veterinária Cristina Adania, coordenadora de Fauna da ONG, ao VERBO. É que a guia tinha sido emitida para retirada dos macacos e das aves antes do dia 15 do mês passado, mas o planejamento não deu certo.
A transferência não se concretizou por conta de os recintos não estarem prontos. Em contrapartida à resposta positiva da ONG em receber os animais, a prefeitura aceitou oferecer o material para construção dos ambientes dos bichos, mas teria atrasado a entrega. “Faltavam os postes, que já recebemos, mas ainda temos que construir, não é tão simples assim para nós”, disse Adania. Segundo a associção, o governo Fernando Fernandes (PSDB) alegou demora na licitação de compra.
No entanto, os sete recintos, que começaram a ser construídos há duas semanas, ainda não estão concluídos. “Estou indo buscar, mesmo com as obras não terminadas. Mas adequamos alguns recintos para receber os animais”, afirmou a veterinária. A transferência dos bichos, por volta das 9h, será feita em uma única viagem, mas em dois veículos. “Seria desaconselhável colocar todos numa mesma caminhonete. Terça-feira de manhã estaremos trazendo os animais”, disse.
LEOA
Nesta quarta-feira, dia 2, a estada da leoa na Mata Ciliar completou um mês. “A Helga está muito bem. No início estava um pouco assustada, por ser um ambiente novo, com pessoas novas, mas hoje está adaptada”, disse Adania. O tratador da felina e o biólogo do zoo de Taboão chegaram a ir à ONG por duas semanas para melhor ambientação do animal, que ganhou um recinto com o dobro do tamanho e apropriado, com vegetação, esconderijo e abrigo espaçoso para manejo.
Helga ainda está obesa, como deixou o antigo lar. “Mas já emagreceu um pouquinho, não sei dizer quanto. E qualquer emagrecimento tem que ser paulatino”, disse Adania. Segundo a veterinária, a dieta consiste em alimentação de melhor qualidade, mas a quantidade de carne que a leoa comia (4 a 5 quilos diários) não muda. “Mas inclui exercícios físicos, o que poderia fazer no zoológico de Taboão”, disse. Ativistas afirmam que o recinto de origem não tinha as mínimas condições.





