Servidores questionam processo de eleição de conselho da EmbuPrev

Especial para o VERBO ONLINE

Prédio da prefeitura de Embu das Artes; funcionários municipais e frente de trabalho recebem 2ª

RÔMULO FERREIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Embu das Artes

Servidores municipais efetivos de Embu das Artes, incluídos os em cargos de confiança (comissionados), participam nesta sexta-feira, dia 6, da eleição dos representantes do trabalhadores ativos e inativos para a composição do Conselho de Administração do EmbuPrev (fundo especial de previdência do funcionários do poder público local). Os cerca de 3,9 mil servidores do governo municipal e 30 da Câmara de Vereadores têm até as 17 horas para votar, na prefeitura (centro).

Prédio da prefeitura de Embu das Artes, local da eleição de representantes de conselho da EmbuPrev
Prefeitura de Embu das Artes, local da eleição de representantes para administração de fundo de previdência

O processo de eleição, porém, é criticado por parte dos funcionários. Um dos principais questionamentos é que o edital só foi publicado há pouco mais de um mês, no dia 30 de abril, e os interessados só tiveram uma semana para conhecer as atribuições e se candidatarem, “com um feriado prolongado no meio”, disse um servidor. “O processo foi em cima da hora e mal divulgado.” Cinco candidatos disputam três vagas e um assento é reservado para representante dos inativos.

Funcionários também defendem que todos os candidatos deveriam ser servidores em função de carreira, e não livre-nomeados, para garantir a isenção da administração do fundo – que já contabiliza mais de R$ 100 milhões. “São pessoas que são escolhidas para administrar o nosso caixa e estão atreladas ao governo, agem, via de regra, para salvaguardar a posição do Executivo, o lado patronal”, disse um servidor. Pelo menos metade dos candidatos é comissionada.

Servidores lembram que a prefeitura passou “vários meses” sem transferir a parte patronal de 18,5% para o Embuprev em 2012. “Ninguém que cuida da aplicação percebeu que a cada mês faltavam R$ 2 milhões para o fundo?”, questionou uma servidora, ao apontar que alguns nomes são candidatos a nova eleição. Após a “moratória” , o prefeito Chico Brito (PT) teve aprovado em 2013 pela Câmara, em sessão extraordinária, parcelamento dos débitos, em até 50 meses, com juros.

Sem nenhum comunicado, os servidores foram pegos de surpresa e ficaram “apreensivos” com a operação. “Agora, parece que o processo de eleição foi preparado para não entrarem outros, para manter o mesmo pessoal”, disse a servidora. “Eu não vou votar, vieram em um dia falar com os funcionários e no outro já é a votação. Não é assim que funciona”, afirmou outra funcionária municipal. Os eleitos permanecem quatro anos no conselho. A posse está prevista para 25 de julho.

Procurado via Secretaria de Comunicação, o governo municipal não respondeu até a conclusão desta reportagem.

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