Helga estranha no início no novo lar, mas se alimenta bem, diz Mata Ciliar

Especial para o VERBO ONLINE

Leoa Helga descansa da viagem de Taboão a Jundiaí na área do recinto em que o animal é contido
Leoa Helga descansa da viagem de Taboão a Jundiaí na área do recinto em que o animal é contido
Leoa de Taboão descansa da viagem a Jundiaí no novo “cambiamento” (área do recinto onde o bicho é contido)

ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra

A leoa de Taboão da Serra passou as primeiras 24 horas no novo lar, a Mata Ciliar, em Jundiaí (SP), e “está um pouco assustada, mas se alimentou muito bem”, disse a veterinária Cristina Adania, da ONG. A Helga deixou o Parque das Hortênsias às 9h40 desta segunda, dia 2, e chegou ao santuário uma hora depois. Foi levada quatro meses após assinado termo para obras no parque e dois meses desde a chegada da caixa de transporte, para se adaptar e não ser sedada.

No domingo, 1º, último dia para ver o maior animal do zoo de Taboão, moradores e visitantes se dividiam entre lamentar a transferência e concordar para que tenha um local melhor. “Acho que ela está um pouco gorda, talvez esteja depressiva. Mas que pena, tomara que volte bem, aqui é perto, o zoo da capital é muito longe”, disse a fisioterapeuta Ednéia Jesus, 43, de Cotia. “Parece que está bem tratada, o pelo está bonito”, falou a coordenadora de serviços Raquel Jesus, 32.

O gerente de manutenção Willians Camilo, 41, filho e sobrinho chegaram ao recinto quando a leoa tinha se recolhido. “O importante é que ela seja bem tratada e viva”, disse ele, da Vila Francisco Remeikis. A vendedora Izabel Ramires, 42, filhos, nora e amiga, também não conseguiu ver a Helga. “Só porque eu queria mandar um beijo e desejar boa viagem”, disse a moradora de Embu das Artes. Sem a felina para admirar, os visitantes dedicaram mais tempo a outros animais.

Helga no Parque das Hortênsias no domingo, último dia em que visitantes puderam ver a felina de 14 anos
Helga no Parque das Hortênsias no domingo, último dia em que visitantes puderam ver a felina de 14 anos

Sozinho no recinto, o bugio, espécie de macaco, estava no alto, passivo, como nos últimos meses. Até um visitante oferecer pedaços de pão sovado. O animal desceu e apanhou. “[A alimentação] Não é apropriada, mas ele já se acostumou comigo. Mas não pode dar”, disse a visitantes o operador de máquinas Wanderley Dias, 52. Ele disse que trabalhou no parque por 14 anos, até 2012 (governo Evilásio Farias). “Só eu vi morrer aqui, no meu tempo, dez bichos. Solidão mata.”

Os visitantes, porém, falavam que queriam ter visto a leoa. “Ela chegou filhotinho aqui e, infelizmente, vai embora, falaram que estava passando fome. Eu, que trabalho aqui há 14 anos, não como filé mignon, filé de frango”, disse um monitor, inconformado. “O pessoal da redondeza estava muito sentido, mas é bom para acabar com essa patifaria de falar que o animal sofria maus-tratos”, completou. A ativista Fabiola Ampessam comemorou a transferência. “Durante muito tempo, ela viveu sendo alvo de crianças que jogavam pedras, vivia num cubículo horroroso. Agora, será respeitada”, disse.

comentários

  • Não dissemos em nenhum momento que a Helga estava passando fome. Maus tratos não é espancar o animal. Melhor pesquisar sobre, pra depois contestar. Vontade colocar certas pessoas na área de cambiamento que a Helga tinha pra ver como é.

  • >