
ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, em Taboão da Serra
A forte chuva de granizo de cerca de 15 minutos que caiu na tarde deste domingo, dia 18, deixou várias ruas e avenidas de Taboão da Serra e Embu das Artes cobertas de gelo e assustou motoristas e também moradores em casa, que ficaram com calçadas e quintais “brancos” e tiveram de remover a camada de precipitação. O temporal ainda alagou a rodovia Régis Bittencourt na altura do km 272,5, em Taboão, mas a água escoou logo e a interdição durou menos de meia hora.
Com pedras de gelo que os limpadores não davam conta de retirar do para-brisa e pistas como “sabão”, condutores precisaram reduzir a velocidade e mesmo parar o veículo até o aguaceiro passar, caso do repórter do VERBO, que dirigia pela região do Pirajuçara, em Taboão, e foi obrigado a procurar uma via menos movimentada e ainda estacionar o carro. Pelo vidro, viu a enxurrada de inusitada cor branca tomar o meio-fio e despertar a curiosidade de pessoas nos portões.

“É uma coisa inacreditável, isso é a natureza. Fui criado aqui e nunca vi isso na minha vida”, disse o chef de cozinha Airton Menezes, 45, ao sair no portão, já de rodo na mão, mas boquiaberto ao ver a calçada tomada de gelo, na rua José Roberto de Souza, no Jardim Roberto. Em vez de espantada, a dona de casa Luciene Pereira, da janela, admirava a paisagem no quintal de casa, coberto de pedras de gelo, na rua Antônio Matias, no mesmo bairro. “É a coisa mais linda!”, exclamou.
“Taboão também neva…hehehe”, brincou Ana Paula Vicente, 24, do Parque Pinheiros, sobre montanha de gelo. Bairros de São Paulo vizinhos também registraram granizo, que deixou vias alvas e ainda estrago. Uma moradora de prédio no Campo Limpo teve o carro amassado e vidraça quebrada. “Pois é, só prejuízo… Amassou o carro de um monte de gente. Mas tudo bem, vão-se os aneis, ficam os dedos, o que é material a gente recupera”, disse a gerente Luciana Lopes, 35.
O Centro de Gerenciamento de Emergência da prefeitura de São Paulo informou que uma frente fria de fraca intensidade, que estava no oceano, combinada ao ar mais frio na camada da atmosfera a cerca de 5km de altura, contribuiu para a formação de nuvens carregadas que produziram o granizo. Segundo o CGE, o fenômeno, mais comum na primavera, teve início entre a região de Sorocaba e a Grande São Paulo. Foi a primeira chuva mais volumosa na região depois de 32 dias.






