ADILSON OLIVEIRA
Especial para o VERBO ONLINE, no Parque Assunção, em Taboão da Serra
O deputado estadual Feliciano Filho (PEN) esteve neste domingo, dia 9, no Parque das Hortênsias e vistoriou os espaços dos animais – durante protesto dos ativistas pela retirada dos bichos e fechamento do zoo de Taboão da Serra. Ele fez a visita após receber “inúmeras” denúncias de maus-tratos no local e foi conduzido pelos biólogos Elizabeth Teodorov e Emilio Winther. O diretor do parque, Oliveira Delfino, acompanhou. O VERBO foi a única imprensa a presenciar a vistoria.

O deputado checou cada espaço e perguntou o quadro dos animais. A bióloga observou que as aves estão com penas ouriçadas em “indicativo de estresse” devido a recinto “inadequado”, os jacarés podem estar com “problema metabólico”, um réptil não pode ficar com tartaruga, “um passa doença para o outro”. “A iguana está aí há dez anos e não morreu nenhum”, contestou Oliveira, 73. “Está na lei que não é permitido”, disse Teodorov, 39, em uma das divergências públicas.
Ela apontou que o recinto dos macacos-prego precisa ser maior e ter maior vegetação e o papagaio-do-mangue está em gaiola remendada com “gambiarra”. Oliveira disse que o parque tem problemas por ter 36 anos. “Mesmo antigo, não se justificam”, disse Teodorov. “Até porque a verba não veio só em 1978”, disse Winther. O diretor reclamou de a bióloga ter relatado em laudo lixo pelo parque. “E agora não tem mais, está vendo como é bom apontar as coisas”, respondeu.
Teodorov disse que a leoa estava “aparentemente bem”, mas suspeitou que o único felino hoje do zoo tenha ganho peso tão rápido após passar por cirurgia de retirada de útero. “Não sabemos se ela está obesa ou recebendo medicação, o corticoide incha”, comentou. Ela disse que é mais grave a situação do gavião, com tumor, carcarás e corujas – a orelhuda está “extremamente debilitada”. “Denunciamos em laudo do ano passado. Quanto às aves de rapina, não foi feito nada.”
“Algumas melhorias foram feitas, porém os principais problemas, a situação dos recintos dos macacos e aves, persistem”, resumiu a bióloga. O deputado foi até o responsável-técnico pelo zoo e pediu rampa para tartarugas e disse que “se o sagui colocar a cabeça em abertura da jaula enferrujada morre”. O biólogo Rodrigo Xavier admitiu que a estrutura “está feia, mas a reforma prevista vai resolver”. Feliciano estranhou e lamentou que Xavier não o acompanhou na vistoria.

Feliciano se reuniu com os ativistas e avaliou que o parque é “grande e bonito” e “muitas coisas são simples de resolver, como trocar uma grade”. Eles falaram não poder esperar mais já que “animais estão morrendo”. Diante da impaciência do grupo ao dizer que está “chegando agora” e “também queria animal solto na selva, mas não é possível”, ele prometeu reunião com o secretário Bruno Covas (Meio Ambiente) e confrontar laudo dos ativistas e projeto de reforma do parque.
O deputado foi recebido com desconfiança. O secretário Gerson Brito (Segurança) perguntou se era da base do governo Alckmin. “Sou. Nosso objetivo é ajudar”, falou Feliciano. Depois, Brito disse não ter localizado o prefeito para receber o deputado e avisou que o governo “está entrando com ação criminal por danos morais pesada e vai reverter o dinheiro da condenação à proteção dos animais, para ela aprender”, em referência à ativista Adriana Greco, que xingou Taboão.






Após lermos sobre o “péssimo estado” e “mortes”, no Zoo de Taboão da Serra, fomos até lá e fizemos algumas fotos. Vejam as fotos e, por favor, leiam meus comentários, depois, tirem suas conclusões e comentem, por favor.
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