BR-116 entre Taboão e Embu terá um retorno e alça no km 276 é ‘complexa’

Especial para o VERBO ONLINE

Representantes da Autopista Régis Bittencourt falam de investimentos na rodovia em reunião do Conisud

ALCEU LIMA
VERBO ON LINE, em Embu das Artes

A rodovia Régis Bittencourt (BR-116) entre Taboão da Serra e Embu das Artes não terá dois retornos e a alça no km 276 é uma obra “complexa”, disseram representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Autopista Régis Bittencourt em reunião do Conisud na quarta-feira, dia 30, na Câmara de Embu. O presidente do consórcio intermunicipal e prefeito de Embu, Chico Brito (PT), vereadores, secretários de trânsito e lideranças de bairros, além de executivos e técnicos do órgão federal e da concessionária da estrada, discutiram a reivindicação da região.

“Não há garantia de dois retornos, nem promessa, vai ser um retorno”, disse o coordenador de projetos da ANTT, Marcelo Gottardello, categórico. Ele disse que o viaduto hoje está definido no km 277,6 e que a alteração para o 276 não está descartada, mas é difícil. “Se se justificar tecnicamente e atender a comunidade, é possível. Mas executar onde está previsto seria muito mais simples e rápido, a mudança agora seria bem complexa, só licenciamento e desapropriação levariam de seis meses a um ano. E não foi apresentado nenhum projeto pela prefeitura”, afirmou.

O diretor-executivo da Autopista Régis Bittencourt, Nelson Bossolan, disse que o retorno no km 276 acarretaria desapropriação de área residencial adensada, no sentido São Paulo, e de parte de indústria química (“Búfalo”), do outro lado da BR-116, “com custo muito alto e paralisação de atividades” da fábrica, sem obrigação por parte da concessionária. “A obra é possível, o que foge da responsabilidade ou do âmbito de nossa atuação envolve desapropriação. Haverá desapropriação no km 277, mas com um impacto muito menor”, afirmou, sem citar valores.

Representantes da Autopista Régis Bittencourt falam de investimentos na BR em reunião do Conisud

Ele colocou como outro empecilho para o retorno no km 276 a falta de vias com largura necessária para receber o volume de veículos que o dispositivo atrairia. “É preciso viário com capacidade para absorver o trânsito urbano na rodovia, para se jogar tráfego de automóveis, caminhão, transporte de cargas numa área de casas”, disse. A alça era a que estava prevista no contrato de concessão, mas foi deslocada para o 277,6 a pedido, em 2009, da prefeitura de Embu, que alegou justamente o custo de desapropriações e inadequada infraestrutura viária local para mudança.

Lideranças desaprovaram. “Não estamos no falso dilema de que será no km 276 ou no 277, queremos os dois. Não é ameaça, mas saibam que Taboão está rebelada, queremos onde estava antes planejado. Se colocaram o dispositivo no 276, sabiam que tinha viabilidade, não vamos abrir mão. Se o prefeito [Fernando Fernandes] não está aqui, problema dele”, disse o ex-vereador Paulo Félix. Políticos de Taboão querem o retorno no 276 e acusam os de Embu de terem “puxado” para o 277,6. Presente, o secretário de Transportes de Taboão, Rinaldo Tacola, não se manifestou.

O representante da ANTT aguardava uma discussão técnica. “O prefeito Chico Brito com a comunidade esteve em Brasília [na agência] e hoje ia apresentar um projeto para o km 276, íamos fazer uma reunião de engenheiros aqui. Estranhei o aparato, reivindicação de vereadores, essa não era a proposta”, disse Gottardello. Chico disse que na região a análise técnica caminha junto com a discussão política e que projetos serão apresentados na câmara técnica, no dia 7, quinta-feira, no Conisud, em Embu. A Autopista afirmou que apresentará estudo que elaborou sobre a alça.

INVESTIMENTOS
Na reunião, a Autopista apresentou as obras realizadas e as programadas na Régis entre Taboão e Juquitiba. Relatou ter implantado 17 novas passarelas – cinco em Itapecerica, que não tinha nenhuma – e recuperado 14 existentes, e executado cinco alças de retorno, em São Lourenço e Juquitiba. Informou que construirá 17,8 km de marginais (ruas laterais) à rodovia entre Taboão e Itapecerica e mais oito retornos, nos km 277,6 – e não no 276 –, 288, 292 e 297,6 (Itapecerica), 305 e 312,2 (São Lourenço), 322 e 332 (Juquitiba), a partir de março de 2014, com término em dois anos.

> VEJA ANIMAÇÃO DAS OBRAS PREVISTAS NA RÉGIS BITTENCOURT A PARTIR DE MARÇO DE 2014

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