ALCEU LIMA
Especial para VERBO ONLINE, em Embu das Artes
O prefeito de Embu das Artes, Chico Brito (PT), anunciou nesta segunda-feira, dia 9, que vai reduzir o próprio salário em 20%, para R$ 12.000, do vice-prefeito Nataniel Carvalho, o Natinha (PDT), e dos secretários municipais em R$ 500, para R$ 11.500, como parte de pacote de medidas para contenção de despesas do município, que vive crise financeira. A arrecadação da cidade passou de R$ 44 milhões em janeiro para R$ 27 milhões em agosto, queda vertiginosa de 63%.
Em reunião na casa de eventos O Caipirão (centro) que convocou, Chico decidiu em conjunto com os participantes – apoiadores do governo – pela redução de 15% dos salários dos funcionários em cargos de confiança (por nomeação direta do prefeito ou indicados por aliados) que ganham acima de R$ 1.100. Ele disse que a outra alternativa seria demitir 200 comissionados. O petista colocou as duas opções em votação, e os livre-nomeados aceitaram a redução de salários.

Chico encaminharia ainda nesta terça-feira, dia 10, projeto de lei para que fossem feitos “os ajustes” nos salários de comissionados, além de solicitar à Câmara aprovação dos novos vencimentos de prefeito e auxiliares, o que deve ocorrer nesta quarta-feira. O governo diz que a medida foi tomada em razão de “que o gasto com a folha de pagamento não deve superar 50%” da arrecadação, sem precisar quanto. Em março, admitiu, porém, que o percentual já estava em 51,03%.
O prefeito recebe desde o início do ano R$ 15.000 e o vice e secretários, R$ 12.000, depois de aumento de 25% e de 41,2%, respectivamente, em maio de 2012 – ganhavam R$ 12.000 e R$ 8.500, desde 2009. Após repercussão negativa e com temor de desgaste político em ano eleitoral, a base aliada na Câmara desistiu do projeto original, que previa 50% (R$ 18 mil) e 64,7% (R$ 14 mil), mas aprovou índice para vice e secretários quase duas vezes o concedido ao funcionalismo (24,58%).
O governo diz que outras medidas de contenção que está tomando são a redução de gastos com frota antiga, recolhendo carros em mau estado e evitando manutenção, e economia de 30% com água, luz e telefone, com restrição inclusive a ligações para celular. A administração, que alega reflexo da crise econômica mundial, fala em apertar o cinto para “garantir serviços de qualidade para toda a população, concluir e entregar grandes obras que já estão em andamento”.





